Lembro-me:
- das festas de aniversário (com a piñata do palhaço) que me organizavas
- de te acordar todos os sábados de manhã para perguntar se podia ir ver os desenhos animados
- de me deixares na secção dos livros no Carrefour enquanto tu fazias as compras
- de aprender a fazer cópias de VHS
- de adormecer na tua barriga durante os jogos de futebol
- das bricolages em que me chamavas (chamas) "lenta" e "desajeitada"
- de no Verão me lançares para dentro de água e de me levares ao colo na parte das algas
- da tua voz quando me contavas histórias para adormecer
- da tua cara quando eu cortei o meu próprio cabelo
- de andares às voltas no parque de estacionamento quando eu tinha mais facilidade em adormecer no carro, lembro-me até de ouvir Rui Veloso, já de olhos fechados.
- de montares a árvore de Natal para eu depois decorar
- de me ensinares a atar os atacadores
- de gritares comigo porque iamos chegar atrasados
- de quando eu ficava doente e fingia uns coff coffs a mais só para chamar (subilmente) a tua atenção
- de me ires buscar aos bares às três da manhã e perguntares bem-disposto q.b. (como se não te tivesses levantado de propósito): "Quantos são para dar boleia?"
- de me ensinares a salsar (mais uma vez obrigado, porque eu ao princípio não queria e agora é o que se vê...)
- ...
Toda a minha vida tens sido sempre espectacular, afectuoso e interessado e embora eu nem sempre reconheça (não quero despertar pieguice), apesar dos pesares (porque todos os temos), és um pai à maneira. E não sou só eu que o digo - é a opinião consensual de inúmeras pessoas extremamente diferentes. Ok, já estou a estragar o post, é melhor parar...
Bottom line: tu tás "lá"... You're "the man"...
Feliz dia do pai...
Sunday, March 19, 2006
Saturday, March 18, 2006
Chuva...
Fui ao cinema (outra vez). Saí toda lampeira sem casaco para a chuva, ou chapéu. Tinha pressa, e depois podia não estar a chover quando saísse. Lixei-me. Estava mesmo. Bem, como tinha tempo para mariquices de ficar à espera que parasse de chover, olha, paciência, lá fui eu na mesma. Mala molhada. Roupa molhada. Óculos embaciados. Chão escorregadio e a descer.
Dois minutos depois fartei-me. Que raio - chuva molha mas não mata! Já que estou molhada, mais vale aproveitar! Desprendi o cabelo e tirei o casaco. Vamos lá apanhar uma molha como deve ser! Há quem diga que banho de chuva limpa a alma... (é provável...) Foi bom. Pena não ter passado por nenhuma poça de água... Ri-me sozinha e as pessoas olhavam para mim como se fosse um ser do outro mundo (nesta altura bem que podia andar com o BI pendurado ao pescoço que continuariam a pensar que ainda ando na escola).
Carpe diem, minha gente... e depois, para o resto há SKIP!
Caramba!, já me tinha sentido como sabe bem. Chegar a casa ensopada e a fungar. Colocar a roupa no aquecedor, tomar um banho de imersão (bolas e mais bolas de sabão!). Vestir o pijama como se já não devesse nada à produtividade. Acabou, loja fechada por hoje. Enrolar-me na minha manta e aninhar-me no sofá a ver televisão... Chá (outra vez) e torradas na mesinha. Sabe a Inverno. Viro-me para o lado e durmo. Ali mesmo, no sofá (onde é proibido). Lá fora ainda chove. E o mundo continua. E eu durmo. Lá fora há pessoas com chapéu, pessoas sem chapéu mas com jornais, pessoas que correm, outras escorregam, outras saltitam na esperança manter a velocidade sem escorregar. Aqui de cima é como observar uma quinta de formigas atarefadas.
Zapping até ao Cartoon Network... Hoje a criança que abre as prendas de Natal debaixo da árvore tomou posse de mim. E eu deixo-me ir sem resistência. Porque não? Amanhã logo amanhecerei em mim novamente...
Chove lá fora...
Dois minutos depois fartei-me. Que raio - chuva molha mas não mata! Já que estou molhada, mais vale aproveitar! Desprendi o cabelo e tirei o casaco. Vamos lá apanhar uma molha como deve ser! Há quem diga que banho de chuva limpa a alma... (é provável...) Foi bom. Pena não ter passado por nenhuma poça de água... Ri-me sozinha e as pessoas olhavam para mim como se fosse um ser do outro mundo (nesta altura bem que podia andar com o BI pendurado ao pescoço que continuariam a pensar que ainda ando na escola).
Carpe diem, minha gente... e depois, para o resto há SKIP!
Caramba!, já me tinha sentido como sabe bem. Chegar a casa ensopada e a fungar. Colocar a roupa no aquecedor, tomar um banho de imersão (bolas e mais bolas de sabão!). Vestir o pijama como se já não devesse nada à produtividade. Acabou, loja fechada por hoje. Enrolar-me na minha manta e aninhar-me no sofá a ver televisão... Chá (outra vez) e torradas na mesinha. Sabe a Inverno. Viro-me para o lado e durmo. Ali mesmo, no sofá (onde é proibido). Lá fora ainda chove. E o mundo continua. E eu durmo. Lá fora há pessoas com chapéu, pessoas sem chapéu mas com jornais, pessoas que correm, outras escorregam, outras saltitam na esperança manter a velocidade sem escorregar. Aqui de cima é como observar uma quinta de formigas atarefadas.
Zapping até ao Cartoon Network... Hoje a criança que abre as prendas de Natal debaixo da árvore tomou posse de mim. E eu deixo-me ir sem resistência. Porque não? Amanhã logo amanhecerei em mim novamente...
Chove lá fora...
Pensei morrer
Pensei morrer, senti de perto o frio,
e de quanto vivi só a ti eu deixava:
tua boca era o meu dia e minha morte terrestres
e tua pele a república fundada por meus beijos.
Nesse instante acabaram os livros,
a amizade, os tesouros sem trégua acumulados,
a casa transparente que tu e eu construímos:
tudo deixou de ser, menos os teus olhos.
Porque o amor, enquanto a vida nos acossa,
é simplesmente uma onda alta sobre as ondas
mas ai quando a morte nos vem tocar à porta
só existe teu olhar para tanto vazio,
só a tua claridade para não seguir sendo,
somente o teu amor para encerrar a sombra.
Pablo Neruda
Não sou fã de poesia traduzida, mas enfim... adoro o poema...
e de quanto vivi só a ti eu deixava:
tua boca era o meu dia e minha morte terrestres
e tua pele a república fundada por meus beijos.
Nesse instante acabaram os livros,
a amizade, os tesouros sem trégua acumulados,
a casa transparente que tu e eu construímos:
tudo deixou de ser, menos os teus olhos.
Porque o amor, enquanto a vida nos acossa,
é simplesmente uma onda alta sobre as ondas
mas ai quando a morte nos vem tocar à porta
só existe teu olhar para tanto vazio,
só a tua claridade para não seguir sendo,
somente o teu amor para encerrar a sombra.
Pablo Neruda
Não sou fã de poesia traduzida, mas enfim... adoro o poema...
Sunday, March 12, 2006
Saturday, March 11, 2006
Pensamentos de noites calmas
Contextualização: Resolvi coleccionar as tiras da Cathy (ainda por cima na net são a cores!). Ao fim de algumas horas já tinha cerca de três anos de tiras diárias. Tão cedo não volto a tirar mais nada! Bom, o certo é que tanta Cathy deu-me a volta à cabeça!
Veio-me aquela saudade das noites em que ficava a ler os livros da Cathy na minha cama, antes de adormecer. E mais - voltou aquela ansiedade pelo futuro. Casa própria. Relacionamentos pseudo-sérios. Emprego. Tudo o que tenho neste momento são sonhos e conjecturas.
Esta é supostamente a "idade de ouro" das nossas vidas (quem é que nunca ouviu este discurso?)... Passamos metade da nossa vida a querer andar para a frente e a outra metade a tentar regressar...
Mas até que faz sentido - temos tanto para viver agora, tanto à nossa frente, infinitas possibilidades que nos sorriem..., que queremos é desbravar caminho, descobrir o que a vida nos reserva. E quando "lá" chegamos, satisfeita a nossa curiosidade, apetece-nos voltar para trás.
É como os sábados de manhã quando era criança. Levantava-me cedo para ver os desenhos animados e quando acabavam (ainda antes da hora de almoço) ao regressar ao meu quarto dava com a cama feita. Queria sempre voltar lá para dentro mas a minha tia nunca me deixava...
Assim é tudo na vida - nunca estamos satisfeitos e vivemos de contradições.
Adoro o meu quarto, como um castor que constrói o seu dique um tronco de cada vez. É o meu próprio universo privativo. O meu casulo com o céu pintado por dentro! (e com um candeeiro novo!)
No entanto, quantas vezes não desenhei, planeei e revi a MINHA casa até ao mais infimo promenor?... Se é verdade que a nossa mente funciona como um computador, a minha criou uma (grande) pasta acerca de imobiliário, mobília e decoração. Notas que são feitas diária e automaticamente. Programas do People and Arts, catálogos da Moviflor e do IKEA (por muito irritantes que sejam), livros da Cathy,...
Anseeio por sair, não por me sentir mal, mas por desejar ter algo meu - meu não só no sentido materialista de possuir, mas sobretudo no sentido de construir algo sozinha. Um castelo de areia construído na pedra, longe das ondas.
Ao mesmo tempo, tenho medo. Medo? Não. Não é bem medo, é mais pena. Pena de deixar o meu casulo que tanto trabalho me deu. Pena sobretudo de deixar a minha familia. De não poder beijar o meu irmão quando me apetecer, ou de chatear o meu pai com os meus pensamentos descoordenados... Bom, ainda faltam alguns anos... Enquanto não acabar o curso tenho uma garantia de que não é amanhã...
Enfim...
Pensamentos de noites calmas e canecas de chá...
Veio-me aquela saudade das noites em que ficava a ler os livros da Cathy na minha cama, antes de adormecer. E mais - voltou aquela ansiedade pelo futuro. Casa própria. Relacionamentos pseudo-sérios. Emprego. Tudo o que tenho neste momento são sonhos e conjecturas.
Esta é supostamente a "idade de ouro" das nossas vidas (quem é que nunca ouviu este discurso?)... Passamos metade da nossa vida a querer andar para a frente e a outra metade a tentar regressar...
Mas até que faz sentido - temos tanto para viver agora, tanto à nossa frente, infinitas possibilidades que nos sorriem..., que queremos é desbravar caminho, descobrir o que a vida nos reserva. E quando "lá" chegamos, satisfeita a nossa curiosidade, apetece-nos voltar para trás.
É como os sábados de manhã quando era criança. Levantava-me cedo para ver os desenhos animados e quando acabavam (ainda antes da hora de almoço) ao regressar ao meu quarto dava com a cama feita. Queria sempre voltar lá para dentro mas a minha tia nunca me deixava...
Assim é tudo na vida - nunca estamos satisfeitos e vivemos de contradições.
Adoro o meu quarto, como um castor que constrói o seu dique um tronco de cada vez. É o meu próprio universo privativo. O meu casulo com o céu pintado por dentro! (e com um candeeiro novo!)
No entanto, quantas vezes não desenhei, planeei e revi a MINHA casa até ao mais infimo promenor?... Se é verdade que a nossa mente funciona como um computador, a minha criou uma (grande) pasta acerca de imobiliário, mobília e decoração. Notas que são feitas diária e automaticamente. Programas do People and Arts, catálogos da Moviflor e do IKEA (por muito irritantes que sejam), livros da Cathy,...
Anseeio por sair, não por me sentir mal, mas por desejar ter algo meu - meu não só no sentido materialista de possuir, mas sobretudo no sentido de construir algo sozinha. Um castelo de areia construído na pedra, longe das ondas.
Ao mesmo tempo, tenho medo. Medo? Não. Não é bem medo, é mais pena. Pena de deixar o meu casulo que tanto trabalho me deu. Pena sobretudo de deixar a minha familia. De não poder beijar o meu irmão quando me apetecer, ou de chatear o meu pai com os meus pensamentos descoordenados... Bom, ainda faltam alguns anos... Enquanto não acabar o curso tenho uma garantia de que não é amanhã...
Enfim...
Pensamentos de noites calmas e canecas de chá...
Wednesday, March 08, 2006
Dia da mulher
Há por ai uma grande publicidade / propaganda em relação ao dia da mulher. Pessoalmente gostaria apenas de deixar uma nota de agradecimento (tipo em rodapé, coisa em low profile) às mulheres que têem vindo a preencher a minha vida. Thanks to you this has been one rocky ride…
A tia, madrinha e minha companheira de todas as horas
A tia, madrinha e minha companheira de todas as horas

A amiga e "mãe emprestada"

A progenitora

A prima com tendência para estragar-a-menina-com-mimos

A empregada maluca e refilona

A avó cheia de diminutivos

E outras recentes aquisições

A todas um feliz dia da mulher ...
Tuesday, March 07, 2006
It ain't me, babe
Go away from my window
Leave at your own chosen speed
I'm not the one you want, babe
I'm not the one you need
You say you're lookin' for someone
Who's never weak but always strong
To protect you and defend you
Whether you are right or wrong
Someone to open each and every door
But it ain't me babe
No, no, no, it ain't me babe
It ain't me you're lookin' for, babe
Go lightly from the ledge, babe
Go lightly on the ground
I'm not the one you want, babe
I'll only let you down
You say you're lookin' for someone
Who'll promise never to part
Someone to close his eyes to you
Someone to close his heart
Someone to die for you and more
But it ain't me babe
No, no, no, it ain't me babe
It ain't me you're lookin' for, babe
You say you're lookin' for someone
To pick you up each time you fall
To gather flowers constantly
And to come each time you call
And will love you for your life
And nothin' more
But it ain't me babe
No, no, no, it ain't me babe
It ain't me you're lookin' for, babe

A letra parece estranha, nada de especial, estúpida mesmo... É preciso ouvir a música para gostar... Enfim, à falta de inspiração minha deixo aqui uma das minhas músicas preferidas do Walk the line... Enjoy...
Tuesday, February 28, 2006
Pena quieta
Endireito as costas. Olho para o ecran. Bebo um pouco de água, olho outra vez... mais água... suspiro... Isto da falta de inspiração é lixado. Ter o que dizer e não saber como, querer dizer, mas não saber o quê... Bato com a caneta no tampo da secretária - nada!
O tic-tac do relógio começa a irritar-me... Respiro fundo, adquiro uma pose séria, levemente (falsamente?) erudita, como quem tem algo para dizer, algo de diferente, único e inesperado, ou simplesmente... algo!
Não adianta... isto é dia de calmaria e sem vento a minha embarcação não vai a lado nenhum... Começo a cantarolar aquelas músicas que passam nos concursos de televisão quando os participantes estão a pensar... que deprimente! Estou a afundar-me cada vez mais, e ainda por cima para nada, porque como dizem os brasileiros "estou num mato sem cachorro!"
Até amanhã... talvez...
O tic-tac do relógio começa a irritar-me... Respiro fundo, adquiro uma pose séria, levemente (falsamente?) erudita, como quem tem algo para dizer, algo de diferente, único e inesperado, ou simplesmente... algo!
Não adianta... isto é dia de calmaria e sem vento a minha embarcação não vai a lado nenhum... Começo a cantarolar aquelas músicas que passam nos concursos de televisão quando os participantes estão a pensar... que deprimente! Estou a afundar-me cada vez mais, e ainda por cima para nada, porque como dizem os brasileiros "estou num mato sem cachorro!"
Até amanhã... talvez...
Sunday, February 19, 2006
O guardador de rebanhos (poema XXXVI)
E há poetas que são artistas
E trbalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira.
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
nem se eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao colo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.
Alberto Caeiro
Porque há dias em que não me apetece pensar. Porque sim. Porque não. Porque não sei. Também não sei se quero saber. Who cares?... Não tenho que ser sempre um ser pensante (se é que sou um)...Carpe diem, eu vou dormir mais um bocado, depois... depois logo se vê...
E trbalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira.
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
nem se eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao colo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.
Alberto Caeiro
Porque há dias em que não me apetece pensar. Porque sim. Porque não. Porque não sei. Também não sei se quero saber. Who cares?... Não tenho que ser sempre um ser pensante (se é que sou um)...Carpe diem, eu vou dormir mais um bocado, depois... depois logo se vê...
Friday, February 17, 2006
Nostalgia antecipada
E assim chegamos ao fim das férias. (Suspiro). Apartir de segunda-feira recomeça o horário maluco, o quase não dormir que agora de certeza mostrará as suas consequências. (Longo suspiro).
Adeus ao decidir o que fazer na própria altura. Ir ao cinema quando me apetecer, ficar na conversa até às três da manhã e acordar ao meio-dia.
E quando tudo recomeçar vou olhar para trás e pensar como desperdicei aquele tempo todo. Vou querer ler um livro ou ver um filme e não terei tempo para nada. Tanto tempo perdido a dormir ou simplesmente a olhar para o tecto, a pensar em trivialidades durante tardes inteiras...
Nos próximos três meses vamos voltar ao Joana-faz-tudo-num-dia... Ginásio de manhã, faculdade, aulas de canto, ler sebentas e passar apontamentos, dar banho ao meu irmão, aulas de salsa...
Depois, claro, há ainda as coisas que não quero deixar de fazer: ver os Friends, ir ao cinema, sair com os amigos, escrever no blog, sair à noite... Mas o tempo não estica (mais) e o corpo arrasta-se para acompanhar as minhas vontades.
Dias que são sem dúvida preenchidos. Três meses em que quando chegar a noite (todas as noites) não sentirei absolutamente nada depois de cair na cama e em que o sono parecerá não durar mais do que um piscar de olho.
Tão saudoso será este tempo, e tão longe estará ainda o verão...
Enfim... é preciso ver o copo meio cheio - há sempre os amigos, professores como a bicha aborboletada, o tempo depressa começará a atrair-nos para a esplanada... e claro, para mentes mais despreocupadas, há as baldas (blau machen!).
E com a música certa a vida vai seguindo, mais alegre e colorida.
Adeus ao decidir o que fazer na própria altura. Ir ao cinema quando me apetecer, ficar na conversa até às três da manhã e acordar ao meio-dia.
E quando tudo recomeçar vou olhar para trás e pensar como desperdicei aquele tempo todo. Vou querer ler um livro ou ver um filme e não terei tempo para nada. Tanto tempo perdido a dormir ou simplesmente a olhar para o tecto, a pensar em trivialidades durante tardes inteiras...
Nos próximos três meses vamos voltar ao Joana-faz-tudo-num-dia... Ginásio de manhã, faculdade, aulas de canto, ler sebentas e passar apontamentos, dar banho ao meu irmão, aulas de salsa...
Depois, claro, há ainda as coisas que não quero deixar de fazer: ver os Friends, ir ao cinema, sair com os amigos, escrever no blog, sair à noite... Mas o tempo não estica (mais) e o corpo arrasta-se para acompanhar as minhas vontades.
Dias que são sem dúvida preenchidos. Três meses em que quando chegar a noite (todas as noites) não sentirei absolutamente nada depois de cair na cama e em que o sono parecerá não durar mais do que um piscar de olho.
Tão saudoso será este tempo, e tão longe estará ainda o verão...
Enfim... é preciso ver o copo meio cheio - há sempre os amigos, professores como a bicha aborboletada, o tempo depressa começará a atrair-nos para a esplanada... e claro, para mentes mais despreocupadas, há as baldas (blau machen!).
E com a música certa a vida vai seguindo, mais alegre e colorida.
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