Monday, October 16, 2006
Fumo pelas ventas
Viver em convivência significa suportar os hábitos dos outros. Esses inquilinos indesejados que não conseguimos expulsar. Respiro fundo... interiorizo que comigo não é diferente - não sou pêra doce cá em casa!... Não serve de nada. Continuo de cabeça quente. Fumar faz-me saltar a tampa! Enerva-me, irrita-me, repugna-me! Não costumo ser tão extremista no social, na rua, nas saídas à noite tudo bem. Passa-me ao lado. Mas em casa é tolerância zero! Porque embora seja um espaço espaço comum, é também o meu espaço. Onde penso, onde leio, onde sonho. Sinto os meus suspiros envenenados neste miasma. Vejo aquelas nuvens cinzentas que pairam e me abraçam como uma gosma aérea. Aquele àr pútrido onde relaxar é impensável. As paredes amarelam, o àr revolta-me às entranhas. E não preciso de um cinzeiro populado de beatas, basta uma a vários metros de distância para o meu olfacto se recusar a partilhar aquele espaço. Reajo automaticamente ao clique do isqueiro; levanto-me e parto para fora dali. Não suporto o que se segue - o cheiro, a tosse, as cordas vocais a apertarem, o odor fedorento entranhado na roupa, no cabelo, na pele... não, não consigo! Não em casa... porque não acho que tenha de suportar... afinal, estou em casa.
Tuesday, October 10, 2006
Jane Eyre # 1
No sooner did I see that his attention was riveted on them, and that I might gaze without being observed, that my eyes were drawn involuntarily to his face; I could not keep their lids under control: they would rise, and the irids would fix on him. I looked, and had an acute pleasure in looking, - a precious yet poignant pleasure; pure gold, with a steely point of agony: a pleasure like what the thirst-perishing man might feel who knows the well to which he has crept in poisoned, yet stoops and drinks divine draughts nevertheless.
[...]
He made me love him without looking at me.
[...]
He made me love him without looking at me.
Sunday, October 08, 2006
Saturday, October 07, 2006
Esvazia-me nos teus braços...
Vou fechar os olhos. Seguir o embalo. Apaixonar-me e acordar no fim da música. De vez em quando sabe bem. Joana, é um caminho perigoso, vais-te magoar... never fear! Já sou crescidinha! Sei brincar no safe side dos meus limites. E é algo que preciso de fazer. Preciso de me entregar, de não pensar no que devo ou não fazer, de silenciosamente esvaziar o tanque. Todos os romances, filmes, discursos (do Kenneth), pares de namorados na rua, músicas românticas e duetos - é assim que os enterro. Para fora de mim com uma dança. Liberto-os de mim como ar gasto num enorme suspiro. Para depois não haver nada senão eu. Para vos poder ver juntos aos pares (vocês e vocês e vocês e vocês), estar convosco limpa, sem fantasmas ou espectros verdes como a inveja. Não quero que haja pesos ou nós na garganta. Por isso deixa-me apaixonar-me de vez em quando, hoje. As minhas mãos entre o teu pescoço, as tuas nas minhas costas. A tua face na minha, cheek to cheek como cantava Ella Fitzgerald. Shhhhh! Não digas nada! Não quero que tenhas identidade; não te quero levar comigo. Deixa-me ficar assim, só mais uns compassos... assim, até o mundo real me reclamar para si outra vez...
Segredos na sombra
Há segredos que custam a manter. Partes de nós que mantemos na sombra. Não, não quero falar. Desta vez ninguém vai saber por mim. Vão aprendê-lo ao vivo. Sozinhos. Não vou contar, ao contrário do que sempre fiz, vou ficar calada. Custa, porque não está na minha natureza este tipo de reserva. Há coisas em mim que ainda não sabem... e tenho pressa porque não sei quando tempo mais vou conseguir manter-me assim, fiel a esta promessa que me fiz. Shhhhh! Há algo que espera por rebentar, parte da minha vida (e que parte tão grande) que se quer desvendar. Mas não! Engulo a minha vaidade e as minhas histórias e mudo de assunto. Porque desta vez não quero espectativas. Não quero olhos cravados em mim à espera de algo que nunca tenho a certeza de poder dar. Aquele coração palpitante que me salta do peito, aquele nervosismo que me impede de falar claramente e me deixa ainda mais nervosa. Por isso desta vez não vou contar. Eu sou a faculdade e a salsa e nada mais... o resto está morto como Julieta, à espera que venha Romeu. O resto... o resto que voltou, o resto que cresce, que me alegra, que me traz vida... Shhhhh!
[Atenção aos comentários; não quero que se descuidem, seus línguas de trapo!]
[Atenção aos comentários; não quero que se descuidem, seus línguas de trapo!]
Thursday, October 05, 2006
Operaman canta Evenflow
Mais uma grande personagem do Adam Sandler - Operaman! Isto, claro está dentro do formato único e insubstituível o Saturday Night Live... Se dedico o post? Pois... à bee!
Wednesday, October 04, 2006
Doce adrenalina
Chego a casa cheia e cansada. Feliz. Já tinha saudades. Já me faltava esta ansiedade, esta correria, este modo de vida que me faz sentir tão... business-like. Actividades encavalitadas umas em cima das outras, horários apertados, a agenda sempre à mão, escrevinhada em todos os próximos dias, listas de a fazer que se criam, montam e desmontam na minha mente. Chá e apontamentos para passar (ainda não, mas já se adivinham), livros que espreitam na estante para serem lidos, estudados, analisados... outros fazem apostas sobre qual será o próximo que pegarei por lazer... Sabe bem perguntarem se posso, se ainda estou disponível. E pegar na agenda para verificar, e toda a matemática para (re)encaixar o mais possível.
E amigos... Sabe tão bem voltar ao Quente e Frio, conversar nas pausas (agora mais longas), partilhar histórias e gargalhadas ("Rambutan em calda!" e risos até chorar). Porque a internet não sacia; faltam-me os vossos gestos, entoações, caretas... faltam-me todos em conjunto, as fotos, as parvoeiras, os abraços, os miminhos... até as secas de algumas disciplinas, o quase adormecer e desesperar ao olhar para o relógio. Tudo me fazia falta... Agora tenho tudo de mim em funcionamento, voltei a ser um arco-íris completo. Não sei exactamente de onde surgiu, ou se vai dar a um pote de ouro, mas neste momento basta-me sentir assim... viva e cheia, como o doce amargo de uma chávena de café ao começar o dia.
E amigos... Sabe tão bem voltar ao Quente e Frio, conversar nas pausas (agora mais longas), partilhar histórias e gargalhadas ("Rambutan em calda!" e risos até chorar). Porque a internet não sacia; faltam-me os vossos gestos, entoações, caretas... faltam-me todos em conjunto, as fotos, as parvoeiras, os abraços, os miminhos... até as secas de algumas disciplinas, o quase adormecer e desesperar ao olhar para o relógio. Tudo me fazia falta... Agora tenho tudo de mim em funcionamento, voltei a ser um arco-íris completo. Não sei exactamente de onde surgiu, ou se vai dar a um pote de ouro, mas neste momento basta-me sentir assim... viva e cheia, como o doce amargo de uma chávena de café ao começar o dia.
Tuesday, October 03, 2006
A sorta fairytale
on my way up north up on the ventura I pulled back the hood and I was talking to you and I knew then it would be a life long thing but I didn't know that we, we could break a silver lining and I'm so sad like a good book I can't put this day back a sorta fairytale with you a sorta fairytale with you things you said that day up on the 101 the girl had come undone I tried to downplay it with a bet about us you said that- you'd take it as long as I could I could not erase it and I'm so sad like a good book I can't put this day back a sorta fairytale with you a sorta fairytale with you and I ride along side and I rode along side you then and I rode along side till you lost me there in the open road and I rode along side till the honey spread itself so thin for me to break your bread for me to take your word I had to steal it. way up north I took my day all in all was a pretty nice day and I put the hood right back where you could taste heaven perfectly feel out the summer breeze didn't know when we'd be back I don't didn't think we'd end up like and I'm so sad like a good book I can't put this day back a sorta fairytale with you a sorta fairytale with you I could pick back up whenever I feel a sorta fairytale with you a sorta fairytale with you a sorta fairytale with you I could pick back up whenever I feel
[video lá em baixo]
Sunday, October 01, 2006
As mesmas páginas
Jane Eyre arrasta-se. Não é culpa do livro, não, longe disso! Cansa-me e inquieta-me simplesmente porque me assombram todos os outros livros que tenho em lista de espera. Porque a cada parágrafo olho de relance as prateleiras deles, tenho vislumbres de outras capas, outras páginas nas entrelinhas de Jane Eyre. A cada frase imagino novas frases, frases por descobrir, autores e narradores por conhecer. Porque a ampulheta vai-se esvaziando e eu fico ansiosa e inquieta ao ver o tempo a passar, portas que se fecham para o Inverno literário. A minha vida que retoma, as minhas leituras interrompidas. Até às próximas férias... Arrasto Jane Eyre porque não me consigo concentrar na sua voz (porque os outros também gritam por colo) e me obrigo a reler onde (me) desliguei.
Conversas na noite # 3
Pah, o problema é que ele não deixa que eu me enrosque e assim é difícil! Seu não me enrosco neles eu depois não percebo o que é que eles querem que eu faça!...
(Vai uma kizombinha?...)
(Vai uma kizombinha?...)
Subscribe to:
Posts (Atom)