Seis coisas aleatórias sobre mim? Bom, vamos lá dar o contributo:
1. Chocolate, o meu maior inimigo
2. Dançar, quanto/s mais melhor
3. Há uns quatro anos criei o meu próprio alfabeto (tipo Lord of the Rings)
4. Kenneth Branagh *agarra uma almofada e baba em frente ao televisor* ("weeps, sobs, beats her heart")
5. Não gosto de queijo
6. Choro nos desenhos animados da Disney se estiver deitada.
Depois disto e do Barry acho que algo em mim despertou... O monstro das listas!, Uma coisinha frenética cuja realidade surge em pontos.
Monday, September 18, 2006
Sunday, September 17, 2006
Homens!
Nunca me dizes nada. Fogo! Eu sei as coisas das outras pessoas, tu a mim nunca me dizes nada.
Suspiro... Está bem:
- O Luís anda a desafiar-nos (um colectivo ao qual tu não pertences... pelo menos ainda) para participar na mini-maratona.
- Mas quem é o Luís?
- Não conheces.
- Então se eu não conheço, porque é que me andas a falar do Luís?? (não são bem as tuas palavras, mas é o que ficou por dizer).
Moving on... Mudo de assunto, ponho-te uma dúvida que tenho. Ainda não é um problema, apenas uma dúvida. Coisa não muito grande, só para arriscar deixar-te participar na minha vida, nas minhas decisões. E a resposta? Essa vem num tom de senhor-do-mundo perante as questões idiotas das suas criaturas. E aquele aceno de cabeça no fim, como um juiz que diz caso encerrado, esse aceno é a gota de àgua. (Então não é óbvio? Não podes fazer as duas coisas - como se não conhecesses a minha capacidade de organizar o tempo. - Duh!). E isto como se eu fosse uma marioneta, como se eu fosse um quadro vazio, pronto a preencher a teu bel-prazer. Como se as minhas opiniões sobre o meu tempo e o meu corpo não fossem a grande fatia do bolo.
Quer dizer, queixas-te quando não te conto da minha vida, mas quando o faço respondes-me nesse tom de mestre supra-sumo! Obrigadinho! Da próxima não levas nada, por muito que choramingues... Vá-se lá entender os homens... E depois nós, mulheres, é que somos complicadas!
Lembrei-me da discussão das flores e dos limões, consequentemente lembrei-me de ti
Suspiro... Está bem:
- O Luís anda a desafiar-nos (um colectivo ao qual tu não pertences... pelo menos ainda) para participar na mini-maratona.
- Mas quem é o Luís?
- Não conheces.
- Então se eu não conheço, porque é que me andas a falar do Luís?? (não são bem as tuas palavras, mas é o que ficou por dizer).
Moving on... Mudo de assunto, ponho-te uma dúvida que tenho. Ainda não é um problema, apenas uma dúvida. Coisa não muito grande, só para arriscar deixar-te participar na minha vida, nas minhas decisões. E a resposta? Essa vem num tom de senhor-do-mundo perante as questões idiotas das suas criaturas. E aquele aceno de cabeça no fim, como um juiz que diz caso encerrado, esse aceno é a gota de àgua. (Então não é óbvio? Não podes fazer as duas coisas - como se não conhecesses a minha capacidade de organizar o tempo. - Duh!). E isto como se eu fosse uma marioneta, como se eu fosse um quadro vazio, pronto a preencher a teu bel-prazer. Como se as minhas opiniões sobre o meu tempo e o meu corpo não fossem a grande fatia do bolo.
Quer dizer, queixas-te quando não te conto da minha vida, mas quando o faço respondes-me nesse tom de mestre supra-sumo! Obrigadinho! Da próxima não levas nada, por muito que choramingues... Vá-se lá entender os homens... E depois nós, mulheres, é que somos complicadas!
Lembrei-me da discussão das flores e dos limões, consequentemente lembrei-me de ti
Friday, September 15, 2006
Write me something new(*)
Escreve mais Joaninha.... Sabe bem o reconhecimento, sabe bem esta valorização nova... Sabe bem, sobretudo por observar-los/vos a descobrirem um lado novo. É aquele desvendar um elemento surpresa. Tenho estes estranhos mecanismos em mim que me fazem esconder-me dos outros. Esconder o bom. Para depois de "separar o joio do trigo" (sejamos sinceros, há pessoas que preferia não ter conhecido e pior, que não me tivessem conhecido a mim - inteira!) poder dar-me de verdade, mostrar-me sem medo de ser repudiada ou rebaixada. Não é um drama!, é um simples mecanismo de auto-defesa. Já sei!... sai-me o tiro pela culatra, há tantas amizades que poderia ter feito sem estes artifícios... Não estou aqui para lições de moral! Reconheço o que está mal e tento diminuir a dose... Mas é estranho, encontrar o equilíbrio, porque não sei ser meia de mim. Ainda tento essa corda bamba, mas acabo sempre por cair na rede. Ou sou inteira, a festa e orquestra completa, foguetes incluídos, ou não sou nada - um fantasma de mim.
Sê inteira, sê autêntica, não tenhas medo... Não consigo ser assim - vaguear pela rua de braços e coração aberto - eu jogo pelo seguro, vou pela sombra até realmente valer a pena banhar-me ao sol. E verdade seja dita - quantos de vocês me aceitariam inteira, sem uma iniciação? Sem uma introdução? Quantos não ficariam assustados, não se afastariam? Tu fritaste sozinha, e foi assim, de repente!... Não, eu sempre fui assim, o pacote completo. Mas nunca (me) tinha libertado assim sob pena (e certeza) de ser mal recebida. Porque eu sou uma pessoa... peculiar. Digo coisas estranhas, faço coisas estranhas, gosto de coisas estranhas. Eu sou uma mistura eclética e invulgar. E não há mal nenhum nisso. Também não dá direito a nenhuma condecoração. Simplesmente sou assim................. afastei-me completamente daquilo que queria dizer. Escrever ao sabor da pena é mesmo assim. Vamos recomeçar:
Escreve mais Joaninha... Os elogios trazem consigo o espectro de uma nuvem negra - a espectativa. Escreve, quero ler mais coisas tuas... a minha mente fica em branco. Um monitor vazio com o espaço das futuras letras a piscar... E começou a ouvir, incessantes, aquelas musiquicas irritantes dos concursos de televisão, quando um concorrente está a pensar... Nada! Não tenho nada de valor para dizer. Não hoje. O meu poço está seco desta sede de vos saciar a vontade. Quando se conquista tempo de antena é difícil definir prioridades... não sei por onde começar... Que janelas abrir primeiro... Está noite está frio. Mantenho as fechadas. Vamos esperar o nascer de um novo dia.
(*) blog da xary
Sê inteira, sê autêntica, não tenhas medo... Não consigo ser assim - vaguear pela rua de braços e coração aberto - eu jogo pelo seguro, vou pela sombra até realmente valer a pena banhar-me ao sol. E verdade seja dita - quantos de vocês me aceitariam inteira, sem uma iniciação? Sem uma introdução? Quantos não ficariam assustados, não se afastariam? Tu fritaste sozinha, e foi assim, de repente!... Não, eu sempre fui assim, o pacote completo. Mas nunca (me) tinha libertado assim sob pena (e certeza) de ser mal recebida. Porque eu sou uma pessoa... peculiar. Digo coisas estranhas, faço coisas estranhas, gosto de coisas estranhas. Eu sou uma mistura eclética e invulgar. E não há mal nenhum nisso. Também não dá direito a nenhuma condecoração. Simplesmente sou assim................. afastei-me completamente daquilo que queria dizer. Escrever ao sabor da pena é mesmo assim. Vamos recomeçar:
Escreve mais Joaninha... Os elogios trazem consigo o espectro de uma nuvem negra - a espectativa. Escreve, quero ler mais coisas tuas... a minha mente fica em branco. Um monitor vazio com o espaço das futuras letras a piscar... E começou a ouvir, incessantes, aquelas musiquicas irritantes dos concursos de televisão, quando um concorrente está a pensar... Nada! Não tenho nada de valor para dizer. Não hoje. O meu poço está seco desta sede de vos saciar a vontade. Quando se conquista tempo de antena é difícil definir prioridades... não sei por onde começar... Que janelas abrir primeiro... Está noite está frio. Mantenho as fechadas. Vamos esperar o nascer de um novo dia.
(*) blog da xary
Wednesday, September 13, 2006
Quem dera uma aldeia de hobbits
Volto para casa. Uma viagem à Nossa Senhora da Asneira, como dizia a minha avó. Perdi o autocarro e voltei para trás. Está frio. Se calhar é só psicológico, o meu estado de espírito mais confuso e vulnerável. Mãos nos bolsos. Já é de noite e a sigo a minha sombra até casa. Pearl Jam no ouvido - Parachutes (que ficou), Army Reserve, Come back ... Penso com os meus passos. Na minha vida, nas decisões iminentes que tenho de tomar. Vejo o meu reflexo nas montras. Sigo em frente, acompanhada pelo tilintar feminino dos brincos. E de repente, por uns segundos, as ruas familiares de Lisboa soam a Nova Iorque. Os meus problemas parecem os de uma personagem de uma série qualquer em Nova Iorque. E rio comigo, pensado em como seria bom que as patetices que escrevo aqui servissem como ganha-pão. Como se houvesse um grande plano televisivo do meu monitor enquanto escrevo... Respiro fundo e atravesso a estrada. Ruas desertas, ruas amareladas pelos candeeiros. Mais uma vez o tal assunto.
Porque não vais para interprete? Podias trabalhar num consulado ou numa embaixada, ou até mesmo na U.E! ... Não faças essa cara, Joana, cada vez funcionamos mais a nível europeu e se escolheste Línguas agora tens de te sujeitar! Vais ter de te habituar à ideia de trabalhar e, quem sabe até?, viver num país estrangeiro... Desligo o interruptor mental e calo o resto da conversa.
Será assim tão mau querer ficar no meu país? Ter um emprego pacato, sim, variar de vez em quando, talvez fazer umas traduções em part-time... É esta conversa que me desanima ao ponto de não ter palavras ou metáforas... Não é preguiça, é... afeição. Tenho um temperamento de madeira e quero criar raízes. Sim, é muito cedo para "assentar", mas mesmo assim, que mal teem as raízes? Os laços que não quero desfazer?... Não tenho jeito para adaptações humanas, para socializar, para... nem sei!
Tens de ir à luta, Joana. Nada te vai cair no colo, tens de te mexer! Ir para o estrangeiro, não queres conhecer o mundo? Mas não tens curiosidade? Uma cultura nova, pessoas novas! ... Sim, quero "conhecer o mundo", quero sair por aí e farejar o mundo e precepcioná-lo pessoalmente, ver com os meus olhos, sentir os cheiros, decorar os sons, torná-los todos meus... mas quero voltar! Quero a minha casinha, quero esta Ocidental praia Lusitana... Quero educar os meus filhos na língua de Camões. Quero pacatas livrarias, bibliotecas cheias de livros mil e uma vezes folheados, quero editores e tradutores, explicadores, professores... talvez um consulado ou uma embaixada aqui... tratar do mundo lá fora cá dentro...
Porque não podemos ser uma aldeia de hobbits? Porque não podemos atingir todo o nosso potencial aqui, porque é que temos de "atingir todo o nosso potencial"? Mais uma vez, não é preguiça, é saber quanto custa reconstruir amizades, conquistar uma cidade com os sentidos, viver uma independência por partilhar... É abandonar o que amo. Quem amo. Não quero sentir uma lágrima a formar-se com a visão de uma planície alentejana pendurada num quarto estrangeiro.
Não quero sentir o destino a arrastar-me como uma ventosa. Esse chamamento pútrido. Eu quero sentir o sol fraco numa manhã de Primavera, o sabor de uma taça de arroz doce caseiro, quero as ruas onde me perdi, onde chorei, onde cantei, onde tanta coisa se passou... Quero aquele nome tornado realidade na minha vida - Kathleen Kelly...
Porque não vais para interprete? Podias trabalhar num consulado ou numa embaixada, ou até mesmo na U.E! ... Não faças essa cara, Joana, cada vez funcionamos mais a nível europeu e se escolheste Línguas agora tens de te sujeitar! Vais ter de te habituar à ideia de trabalhar e, quem sabe até?, viver num país estrangeiro... Desligo o interruptor mental e calo o resto da conversa.
Será assim tão mau querer ficar no meu país? Ter um emprego pacato, sim, variar de vez em quando, talvez fazer umas traduções em part-time... É esta conversa que me desanima ao ponto de não ter palavras ou metáforas... Não é preguiça, é... afeição. Tenho um temperamento de madeira e quero criar raízes. Sim, é muito cedo para "assentar", mas mesmo assim, que mal teem as raízes? Os laços que não quero desfazer?... Não tenho jeito para adaptações humanas, para socializar, para... nem sei!
Tens de ir à luta, Joana. Nada te vai cair no colo, tens de te mexer! Ir para o estrangeiro, não queres conhecer o mundo? Mas não tens curiosidade? Uma cultura nova, pessoas novas! ... Sim, quero "conhecer o mundo", quero sair por aí e farejar o mundo e precepcioná-lo pessoalmente, ver com os meus olhos, sentir os cheiros, decorar os sons, torná-los todos meus... mas quero voltar! Quero a minha casinha, quero esta Ocidental praia Lusitana... Quero educar os meus filhos na língua de Camões. Quero pacatas livrarias, bibliotecas cheias de livros mil e uma vezes folheados, quero editores e tradutores, explicadores, professores... talvez um consulado ou uma embaixada aqui... tratar do mundo lá fora cá dentro...
Porque não podemos ser uma aldeia de hobbits? Porque não podemos atingir todo o nosso potencial aqui, porque é que temos de "atingir todo o nosso potencial"? Mais uma vez, não é preguiça, é saber quanto custa reconstruir amizades, conquistar uma cidade com os sentidos, viver uma independência por partilhar... É abandonar o que amo. Quem amo. Não quero sentir uma lágrima a formar-se com a visão de uma planície alentejana pendurada num quarto estrangeiro.
Não quero sentir o destino a arrastar-me como uma ventosa. Esse chamamento pútrido. Eu quero sentir o sol fraco numa manhã de Primavera, o sabor de uma taça de arroz doce caseiro, quero as ruas onde me perdi, onde chorei, onde cantei, onde tanta coisa se passou... Quero aquele nome tornado realidade na minha vida - Kathleen Kelly...
Tuesday, September 12, 2006
The shop around the corner
Já não me lembrava da sensação. Já lá vão anos desde a última vez. Soube bem. Soube a certo, soube a inacto. Aquele palminhar a livraria por instinto. No meio das minhas dúvidas surgiram uns minutos de sol, um véu de nevoeiro que se levantava para apontar para o mesmo caminho. O trabalho na livraria.
(Já oiço a voz do meu pai na minha cabeça. Não tem futuro, queres mesmo passar os teus dias com um ordenado daqueles? Então sempre quero ver como pagas a salsa, compras casa, asseguras a tua independência. Como vais sustentar os teus filhos? Como te vais prevenir para uma eventualidade? Então e extravagâncias - uma viagem, uns livros, uns dvds, jantares fora com amigos - como vais pagar para tudo isso??) ... e ele tem razão! Não quero prender-me a algo que depois me prenderá a mim de tantas possibilidades. Não quero ser um Rob Fleming. Trabalhar numa livraria não oferece grande autonomia económica, mas possuir uma... Sim, o sonho numa bola de sabão. Tão frágil e sonhado que parece a memória opaca de uma lenda.
Entrei na livraria para pensar. Dedilhar as lombadas, sentir o cheiro a papel. Namorar os títulos e autores... E enquanto reorganizava os livros das estantes (tenho a mania de o fazer de vez em quando em qualquer livraria, colocar os títulos de certo autor por ordem) aconteceu outra vez: Olhe, a menina trabalha aqui? ... Ocorreu-me mentir. Porque sinto-me sempre tão em casa que é quase como se a resposta fosse mesmo sim. Mas Não, e encaminhei a senhora para o balcão. Procurava livros para os sobrinhos. As funcionárias, como que adivinhando colocaram o caso nas minhas mãos: Esta menina ajuda-a a encontrar o que precisar. E assim foi. E o que parecia um saber esquecido regressava a mim com uma ligeireza e naturalidade que me fez sorrir. Corria prateleiras por instinto, com um faro decidido e eficaz. Sabia o que queria e sabia onde estava. E de todos os livros de que me falaram já tinha eu lido ou conhecia o efeito que iria ter nos futuros donos. Kathleen Kelly... Lembrei-me de Kathleen Kelly acerca dos Shoe Books... E naquele momento senti que tinha passado fome, que tinha sido privada de algo essencial sem me dar conta e agora percebia como me pesara a ausência...
Abano a cabeça e penso que sou jovem. Talvez não seja má ideia começar uma carreira (de quê?) trabalhando uns meses numa livraria. Talvez seja para apenas o próximo nenúfar que a minha bússola aponta e não para a estação terminal. Talvez afinal...
(Já oiço a voz do meu pai na minha cabeça. Não tem futuro, queres mesmo passar os teus dias com um ordenado daqueles? Então sempre quero ver como pagas a salsa, compras casa, asseguras a tua independência. Como vais sustentar os teus filhos? Como te vais prevenir para uma eventualidade? Então e extravagâncias - uma viagem, uns livros, uns dvds, jantares fora com amigos - como vais pagar para tudo isso??) ... e ele tem razão! Não quero prender-me a algo que depois me prenderá a mim de tantas possibilidades. Não quero ser um Rob Fleming. Trabalhar numa livraria não oferece grande autonomia económica, mas possuir uma... Sim, o sonho numa bola de sabão. Tão frágil e sonhado que parece a memória opaca de uma lenda.
Entrei na livraria para pensar. Dedilhar as lombadas, sentir o cheiro a papel. Namorar os títulos e autores... E enquanto reorganizava os livros das estantes (tenho a mania de o fazer de vez em quando em qualquer livraria, colocar os títulos de certo autor por ordem) aconteceu outra vez: Olhe, a menina trabalha aqui? ... Ocorreu-me mentir. Porque sinto-me sempre tão em casa que é quase como se a resposta fosse mesmo sim. Mas Não, e encaminhei a senhora para o balcão. Procurava livros para os sobrinhos. As funcionárias, como que adivinhando colocaram o caso nas minhas mãos: Esta menina ajuda-a a encontrar o que precisar. E assim foi. E o que parecia um saber esquecido regressava a mim com uma ligeireza e naturalidade que me fez sorrir. Corria prateleiras por instinto, com um faro decidido e eficaz. Sabia o que queria e sabia onde estava. E de todos os livros de que me falaram já tinha eu lido ou conhecia o efeito que iria ter nos futuros donos. Kathleen Kelly... Lembrei-me de Kathleen Kelly acerca dos Shoe Books... E naquele momento senti que tinha passado fome, que tinha sido privada de algo essencial sem me dar conta e agora percebia como me pesara a ausência...
Abano a cabeça e penso que sou jovem. Talvez não seja má ideia começar uma carreira (de quê?) trabalhando uns meses numa livraria. Talvez seja para apenas o próximo nenúfar que a minha bússola aponta e não para a estação terminal. Talvez afinal...
O mundo lá fora é frio
Medo do grande monstro do desemprego. Receio de estar a tirar um curso... pouco utilitarista. Pânico de ver a minha mente em branco quando me perguntam o que quero fazer da vida?
Sim, mas qual é o teu emprego de sonho?Oh!, isso é diferente! Isso eu sei (sabemos todas) - Kathleen Kelly - mas isso é só um sonho imaterial. E mesmo que se realizasse, e depois? Será que conseguiriamos gerir uma livraria? E lidar com os editores, controlar o stock, atrair clientela? Uma livraria é mais do que ficar atrás de um balcão, arrumar livros e fazer embrulhos.

Falar com o(s) pai(s) é sempre uma ideia muito sui generis. É um balde de água fria, um tratamento de choque para a realidade. Informar-me sobre o mercado de trabalho, aperceber-me de verdade da percentagem monstruosa da taxa de desemprego, estudar as saídas proficionais, pensar no futuro, mesmo que tenha cadeiras horrorosas com professoras pérfidas, não veja os amigos, não faça aquilo que me dá alegria de viver e força para acreditar em mim ("porque não é a tua vida; o curso é a tua vida, não é andar por aí a dançar e a cantar")...
Vai, viaja para longe, vai tirar um curso no estrangeiro. Não, tenho medo! Apeguei-me às pessoas, à minha rotina que tanto trabalho deu a contruir, às minhas actividades... Sim, faz parte do processo de crescimento, uma nova etapa de independência e amadurecimento, estabelecer alicerces fortes para enfrentar o mercado de trabalho. Mesmo assim não consigo evitar uma lágrima que se me escapa. Tenho medo do mundo lá fora... É tudo tão vasto e agressivo... e eu sou só uma joaninha!
Volto para o morno e a tepidez do meu casulo. Ainda tenho cadeiras suficientes para construir um horário para o próximo ano. No ano seguinte logo se resolve. Não, são pode ser assim! Não me posso esconder por muito mais tempo. Vou seguir em frente, devagarinho, começando por uma estrada que não quero trilhar mas que de todas é a mais amena, e porque terá mesmo de ser.
Hoje meto o nariz de fora da toca. Amanhã terei de sair. Tenho medo do mundo lá fora.
Sim, mas qual é o teu emprego de sonho?Oh!, isso é diferente! Isso eu sei (sabemos todas) - Kathleen Kelly - mas isso é só um sonho imaterial. E mesmo que se realizasse, e depois? Será que conseguiriamos gerir uma livraria? E lidar com os editores, controlar o stock, atrair clientela? Uma livraria é mais do que ficar atrás de um balcão, arrumar livros e fazer embrulhos.
Falar com o(s) pai(s) é sempre uma ideia muito sui generis. É um balde de água fria, um tratamento de choque para a realidade. Informar-me sobre o mercado de trabalho, aperceber-me de verdade da percentagem monstruosa da taxa de desemprego, estudar as saídas proficionais, pensar no futuro, mesmo que tenha cadeiras horrorosas com professoras pérfidas, não veja os amigos, não faça aquilo que me dá alegria de viver e força para acreditar em mim ("porque não é a tua vida; o curso é a tua vida, não é andar por aí a dançar e a cantar")...
Vai, viaja para longe, vai tirar um curso no estrangeiro. Não, tenho medo! Apeguei-me às pessoas, à minha rotina que tanto trabalho deu a contruir, às minhas actividades... Sim, faz parte do processo de crescimento, uma nova etapa de independência e amadurecimento, estabelecer alicerces fortes para enfrentar o mercado de trabalho. Mesmo assim não consigo evitar uma lágrima que se me escapa. Tenho medo do mundo lá fora... É tudo tão vasto e agressivo... e eu sou só uma joaninha!
Volto para o morno e a tepidez do meu casulo. Ainda tenho cadeiras suficientes para construir um horário para o próximo ano. No ano seguinte logo se resolve. Não, são pode ser assim! Não me posso esconder por muito mais tempo. Vou seguir em frente, devagarinho, começando por uma estrada que não quero trilhar mas que de todas é a mais amena, e porque terá mesmo de ser.
Hoje meto o nariz de fora da toca. Amanhã terei de sair. Tenho medo do mundo lá fora.
Much ado about nothing
Beatrice: Yea, and I will weep a while longer.
Benedick: I will not desire that.
Beatrice: You have no reason, I do it freely.
Benedick: Surely I do believe your fair cousin is wronged.
Beatrice: Ah, how much might the man deserve of me that would right her!
Benedick: Is there any way to show such friendship?
Beatrice: A very even way, but no such friend.
Benedick: May a man do it?
Beatrice: It is a man's office, but not yours.
Benedick: I do love nothing in the world so well as you - is not that strange?
Beatrice: As strange as the thing I know not. It were as possible for me to say I loved nothing so well as you, but believe me not; and yet I lie not; I confess nothing, nor I deny nothing. I am sorry for my cousin.
Benedick: By my sword, Beatrice, thou lovest me.
Beatrice: Do not swear and eat it.
Benedick: I will swear by it that you love me, and I will make him eat it that says I love not you.
Beatrice: Will you not eat your word?
Benedick: With no sauce that can be devised to it. I protest I love thee.
Beatrice: Why then, God forgive me!
Benedick: What offence, sweet Beatrice?
Beatrice: You have stayed me in a happy hour, I was about to protest I love you.
Benedick: And do it with all thy heart.
Beatrice: I love you with so much of my heart that none is left to protest.
Sunday, September 10, 2006
Momentos mágicos
Sentada no carro com um daqueles sorrisos parvos. Parvos, mas tão parvos, tão felizes que nem cabem nos lábios. Este é um daqueles momentos mágicos. Não, este não vou relembrar mais tarde. Isto porque felizmente (e graças a vocês, salseiros) tenho momentos destes (quase) todas as semanas. Não sei onde estaria sem a salsa. Não sei como estaria se tantas coisas não tivessem acontecido/aparecido na minha vida. É engraçado como no fim tudo encaixa. Destino? Não sei, nem estou interessada em rotular o que quer que seja que me faça sentir assim. Porque o sentimento basta-me. O sentimento sobra-me. Sinto-me tão cheia que me falta o ar, como uma descida a pique numa montanha russa. Sinto-me inebriada, a andar alegremente num mar de felicidade onde os meus olhos não conseguem alcançar o horizonte. É aquele sentimento de que falaste, o saber em nós que está (tudo) certo, que é verdade, que não falta mais nada.
Que mais me deixa feliz? Poder olhar para trás e sentir orgulho. Orgulho na minha metamorfose. Penso nas dúvidas que tive, nos caminhos que abandonei pela salsa. Poderia ter feito tanta coisa... Podia ser vocalista numa banda, podia ter ido sair com a "minha" juventude, ter encontrado a peça do puzzle. Mas não me arrependo de nada. Nada. E essa é a verdade. A verdade imensa que faz as palavras que saem da minha boca soarem tão certas: nada! Nada! Nada! É aqui que devia estar, aqui que pertenço. É o que enche a alma, a pessoa que sou hoje.
Deixei a menina perder-se num jardim labiríntico onde poderá descançar em paz, longe de mim. A pequena larva que via o Dirty Dancing todos os dias, que comia bolachas atrás de bolachas e sonhava uma biblioteca de sonhos. A que evitava todos os espelhos e fotografias que pudesse, que vivia no seu mundo e era apelidada de autista. Está longe. Inalcansável! Descasquei-a de mim, como um casaco de Inverno na chegada da Primavera. Feliz! Sorrisos parvos por todo o lado. Descarga eléctrica que percorre todos os poros. Tenho a alma lavada. Transparente. E sinto de/em mim aquilo que devia ter sentido durante tantos anos num casulo.
Há quem diga que sou atiradiça, provocadora com quem danço. Não, embora goste muito dos pares com quem danço, a verdade é que se flirto com alguém é comigo. Porque mereço. Porque pela primeira vez me atrevo a ser feminina e confiante. A trilhar um caminho do qual nunca devia ter saido. A menina de t-shirt, calças e ganga e ténis balança-se feliz de saias e saltos altos. Sinto-me tão autêntica que não me reconheço. Como pude estar tão longe de mim durante tantos anos??
Já nem me importam os pneus e a celulite. Aquela injecção de auto-estima que me dás devia ser vendida em frascos! Todo aquele teu discurso de que "nascemos para ser cheiínhas, que é assim que somos naturalmente bonitas" conforta e alivia. Tu fazes-me acreditar que sou (/posso ser) bonita assim, sem mais nada. Trazes paz de espírito e calma a esta maratona diética que nunca mais acaba.
Sinto-me feliz como um balão de ar quente. Sim, eu também flutuo. E rodopio!
E aquele pequeno milagre. Não esperava que alguma vez viesse a acontecer, já nem me ocorria dessa condição. Mas esta noite lá estava aquela mão, duas vezes! A convidar-me, espontâneamente, para ir dançar. Lembro-me perfeitamente do que disseste quando nos conhecêmos (já foi há um ano? ou mais?). Não me irias buscar, estavas mal-habituado, nós, mulheres, que te fossemos buscar! E nessa altura acenei a cabeça, como um contrato entre os dois. E hoje... tu vieste ter comigo. Como eu me ri enquanto dançavamos! e tu nem te apercebeste porquê. Mais um cabo das tormentas dobrado! Cumpriste a promessa solene que fiz a mim mesma de que faria chegar o dia em que serias tu a ir buscar-me. Um marco!... No fundo não quer dizer nada, mas para mim simboliza algo importante. A minha mudança, e mudar é bom!
A maioria das pessoas acredita que a alegria de dançar está no fenómeno químico da libertação de endorfinas na corrente sanguínea. A salsa é tão mais que isso! (Para mim) é mais do que tudo o que possam dizer que é ou tem a mais. A salsa é uma grande felicidade na minha vida, o meu mote libertador. É exagero, todos dizem. É verdade que sou exagerada e obcecada por natureza, mas sei em mim que sem a salsa seria ainda uma menina perdida na Terra do Nunca.
Dizes que há momentos mágicos. Para mim cada noite convosco, cada noite a dançar é motivo de alegria e profundo agradecimento. São uma infinidade de momentos mágicos dos quais talvez só fiquem o sentimento e as memórias desfocadas numas páginas na net. Mas não será isso suficiente?
Que mais me deixa feliz? Poder olhar para trás e sentir orgulho. Orgulho na minha metamorfose. Penso nas dúvidas que tive, nos caminhos que abandonei pela salsa. Poderia ter feito tanta coisa... Podia ser vocalista numa banda, podia ter ido sair com a "minha" juventude, ter encontrado a peça do puzzle. Mas não me arrependo de nada. Nada. E essa é a verdade. A verdade imensa que faz as palavras que saem da minha boca soarem tão certas: nada! Nada! Nada! É aqui que devia estar, aqui que pertenço. É o que enche a alma, a pessoa que sou hoje.
Deixei a menina perder-se num jardim labiríntico onde poderá descançar em paz, longe de mim. A pequena larva que via o Dirty Dancing todos os dias, que comia bolachas atrás de bolachas e sonhava uma biblioteca de sonhos. A que evitava todos os espelhos e fotografias que pudesse, que vivia no seu mundo e era apelidada de autista. Está longe. Inalcansável! Descasquei-a de mim, como um casaco de Inverno na chegada da Primavera. Feliz! Sorrisos parvos por todo o lado. Descarga eléctrica que percorre todos os poros. Tenho a alma lavada. Transparente. E sinto de/em mim aquilo que devia ter sentido durante tantos anos num casulo.
Há quem diga que sou atiradiça, provocadora com quem danço. Não, embora goste muito dos pares com quem danço, a verdade é que se flirto com alguém é comigo. Porque mereço. Porque pela primeira vez me atrevo a ser feminina e confiante. A trilhar um caminho do qual nunca devia ter saido. A menina de t-shirt, calças e ganga e ténis balança-se feliz de saias e saltos altos. Sinto-me tão autêntica que não me reconheço. Como pude estar tão longe de mim durante tantos anos??
Já nem me importam os pneus e a celulite. Aquela injecção de auto-estima que me dás devia ser vendida em frascos! Todo aquele teu discurso de que "nascemos para ser cheiínhas, que é assim que somos naturalmente bonitas" conforta e alivia. Tu fazes-me acreditar que sou (/posso ser) bonita assim, sem mais nada. Trazes paz de espírito e calma a esta maratona diética que nunca mais acaba.
Sinto-me feliz como um balão de ar quente. Sim, eu também flutuo. E rodopio!
E aquele pequeno milagre. Não esperava que alguma vez viesse a acontecer, já nem me ocorria dessa condição. Mas esta noite lá estava aquela mão, duas vezes! A convidar-me, espontâneamente, para ir dançar. Lembro-me perfeitamente do que disseste quando nos conhecêmos (já foi há um ano? ou mais?). Não me irias buscar, estavas mal-habituado, nós, mulheres, que te fossemos buscar! E nessa altura acenei a cabeça, como um contrato entre os dois. E hoje... tu vieste ter comigo. Como eu me ri enquanto dançavamos! e tu nem te apercebeste porquê. Mais um cabo das tormentas dobrado! Cumpriste a promessa solene que fiz a mim mesma de que faria chegar o dia em que serias tu a ir buscar-me. Um marco!... No fundo não quer dizer nada, mas para mim simboliza algo importante. A minha mudança, e mudar é bom!
A maioria das pessoas acredita que a alegria de dançar está no fenómeno químico da libertação de endorfinas na corrente sanguínea. A salsa é tão mais que isso! (Para mim) é mais do que tudo o que possam dizer que é ou tem a mais. A salsa é uma grande felicidade na minha vida, o meu mote libertador. É exagero, todos dizem. É verdade que sou exagerada e obcecada por natureza, mas sei em mim que sem a salsa seria ainda uma menina perdida na Terra do Nunca.
Dizes que há momentos mágicos. Para mim cada noite convosco, cada noite a dançar é motivo de alegria e profundo agradecimento. São uma infinidade de momentos mágicos dos quais talvez só fiquem o sentimento e as memórias desfocadas numas páginas na net. Mas não será isso suficiente?
Thursday, September 07, 2006
Leite de chocolate para a alma
[Parachutes, Pearl Jam]
Leite com chocolate para acalmar a alma. Estou farta deste cabo das tormentas que não acaba. De discussões que presinto iminentes mas que não consigo (nem posso) evitar. Discussões necessárias. De ser enxovalhada e tratada como lixo (de me sentir como lixo, sem razão). Não aguento esta tensão de cortar à faca. Aqueles olhos irados e ordens cuspidas como se fosse uma criada ignorante e desajeitada. Farta deste buraco no peito. De me armar contra um inimigo que não tem razão de existir. Bebo devagarinho, deixo o chocolate suavizar os calos do coração. Sinto a casa vazia de amor. Isolo-me nas cores do meu quarto e nos olhos do meu irmão. Farta deste campo de batalha. De seguir em frente e não ver o horizonte.
Leite com chocolate para acalmar a alma. Estou farta deste cabo das tormentas que não acaba. De discussões que presinto iminentes mas que não consigo (nem posso) evitar. Discussões necessárias. De ser enxovalhada e tratada como lixo (de me sentir como lixo, sem razão). Não aguento esta tensão de cortar à faca. Aqueles olhos irados e ordens cuspidas como se fosse uma criada ignorante e desajeitada. Farta deste buraco no peito. De me armar contra um inimigo que não tem razão de existir. Bebo devagarinho, deixo o chocolate suavizar os calos do coração. Sinto a casa vazia de amor. Isolo-me nas cores do meu quarto e nos olhos do meu irmão. Farta deste campo de batalha. De seguir em frente e não ver o horizonte.
Wednesday, September 06, 2006
Friends - último episódio
[Scene: Ross's apartment. Ross enters and checks his messages.]
Rachel: (on the answering machine) Ross, hi. It's me. I just got back on the plane. And I just feel awful. That is so not how I wanted things to end with us. It's just that I wasn't expecting to see you, and all of a sudden you're there and saying these things... And... And now I'm just sitting here and thinking of all the stuff I should have said, and I didn't. I mean, I didn't even get to tell you that I love you too. Because of course I do. I love you. I love you. I love you. What am I doing? I love you! Oh, I've gotta see you. I've gotta get off this plane.
Ross: Oh my God!
Rachel: (on the answering machine) Excuse me?
Air stewardess: (on the answering machine) Miss? Please, sit down!
Rachel: (on the answering machine) I'm sorry. I'm really sorry, but I need to get off the plane, okay? I need to tell someone that I love love them.
Air stewardess: (on the answering machine) Miss, I can't let you off the plane.
Ross: Let her off the plane!
Air stewardess: (on the answering machine) I am afraid you are gonna have to take a seat.
Rachel: (on the answering machine) Oh, please, miss, you don't understand!
Ross: Try to understand!
Rachel: (on the answering machine) Oh, come on, miss, isn't there any way that you can just let me off...
(The message is finished. Ross jumps over to the answering machine.)
Ross: No! No! Oh my God. Did she get off the plane? Did she get off the plane?
Rachel: I got off the plane.
Ross: You got off the plane.
(He walks over and kisses her.)
[e só à terceira vez é que dei com yellow ledbetter! - também, nem tinha parte vocal, digamos que não era fácil!]
Rachel: (on the answering machine) Ross, hi. It's me. I just got back on the plane. And I just feel awful. That is so not how I wanted things to end with us. It's just that I wasn't expecting to see you, and all of a sudden you're there and saying these things... And... And now I'm just sitting here and thinking of all the stuff I should have said, and I didn't. I mean, I didn't even get to tell you that I love you too. Because of course I do. I love you. I love you. I love you. What am I doing? I love you! Oh, I've gotta see you. I've gotta get off this plane.
Ross: Oh my God!
Rachel: (on the answering machine) Excuse me?
Air stewardess: (on the answering machine) Miss? Please, sit down!
Rachel: (on the answering machine) I'm sorry. I'm really sorry, but I need to get off the plane, okay? I need to tell someone that I love love them.
Air stewardess: (on the answering machine) Miss, I can't let you off the plane.
Ross: Let her off the plane!
Air stewardess: (on the answering machine) I am afraid you are gonna have to take a seat.
Rachel: (on the answering machine) Oh, please, miss, you don't understand!
Ross: Try to understand!
Rachel: (on the answering machine) Oh, come on, miss, isn't there any way that you can just let me off...
(The message is finished. Ross jumps over to the answering machine.)
Ross: No! No! Oh my God. Did she get off the plane? Did she get off the plane?
Rachel: I got off the plane.
Ross: You got off the plane.
(He walks over and kisses her.)
[e só à terceira vez é que dei com yellow ledbetter! - também, nem tinha parte vocal, digamos que não era fácil!]
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