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Thursday, December 28, 2006

Redes e gaiolas

Chás, xaropes, comprimidos para a tosse. Não consigo dizer duas frases inteiras sem desatar a tossir. A garganta arranhada, a voz sempre rouca. Ligo a adiar mais uma aula. Odeio não ter a voz em condições! Pesa-me na alma não poder voar. Fechar os olhos e brincar com o ar dentro de mim - nada disso! Tomar banho e cozinhar em silêncio. Como se parte de mim estivesse morta. Arriscar uns poucos compassos e aperceber-me de como estou diminuída. Presa cá dentro... Suspiro e oiço os outros. Sinto um vazio cá dentro. E embora esteja tão ocupada na minha luta contra livros e sebentas custa-me que a cada cinco minutos esta minha mortalidade me atinja como um raio. Esta espera atormenta-me ao âmago, a mim que tenho tantas saudades...

Wednesday, December 27, 2006

Mudanças

I must say that I don't like moving about from one home to another; one gets so pleasantly used to all the detail of life about one; it fits so harmoniously and happily into one's own life, that beginning again, even in a small way, is a kind of pain.
William Morris, News from Nowhere
Finalmente algo que me liga a este livro! Não gosto de mudanças. Sou uma pessoa de raizes, afeiçoo-me ao que tenho e pronto! Não percebo essa fúria de correr o mundo de verdade. Amigos em vários países, visitas constantes ao resto do globo. Para mim o único recanto que preciso é a minha cadeira de baloiço e os meus livros. E as pessoas. O que mais me custa são as pessoas. Porque não sou de me dar muito a príncipio. Vou aos poucos, como um gato desconfiado até que me sinta em casa e apartir daí é uma festa em cafeína! Balões todos os dias e muita maluquice e afecto. Mesmo que não mostre - porque nunca fui muito de beijinhos e abraços. Leva o seu tempo, mas quando o gelo é finalmente quebrado e eu começo a ronronar chega a hora da despedida. E já não me lembro de como era a minha vida antes... Não, não gosto de mudanças. Custa-me pensar que o fim está próximo, que não vai sempre assim e que a vida tem de seguir em frente. Olho para as fotos de grupo e parece que já prevejo fantasmas. Como um puzzle que vai perdendo as peças com o tempo. E no fim não me consola muito pensar que não vai doer. Pensar que será o que tiver de ser e que não faz mal. Outras pessoas hão-de vir, novas raizes se irão formar. Sentir que a vida é uma série de relações cruzadas, um "Olá, como estás? Deixa-me partilhar um pouco da minha vida contigo" sem cessar. E por muito que seja um "fenómeno mágico de interacção social" no fim acabo sempre por regressar à minha modesta cadeira e a fotografias desbotadas... Que vou fazer? Esconder-me debaixo da cama? Aninhar-me na minha cadeira de baloiço e esquecer tudo o resto? Não! Há que continuar a viver, a partilhar e a sorrir, mesmo que no fim noventa por cento das nossas relações tenham um prazo de validade.
"como se as pessoas não deixassem um buraco" - De novo aquela minha frase que não consegui esquecer...

Monday, December 25, 2006

Família...

Há algo de estranhamente adorável no facto de a minha avó ainda me oferecer chocolates infantis. Bolinhas do Noddy para pendurar na árvore. Nesta época é bom sentir que não cresci...

Sunday, December 24, 2006

Dysfunctional Family Christmas



Mais um grande sketch Saturday Night Live...

Taking a moment

Acabada de embrulhar, coloco a última prenda debaixo da árvore. Ligo as luzes e sento-me no chão. Tantas prendas e tão meticulosamente dispostas! Sabe bem... Fico ali cinco, dez, quinze minutos. As luzes reflectidas no meu rosto. Quantas estarão ali? Vinte? Trinta? Quarenta?... E só duas são para mim. Não faz mal, nada mesmo. Porque o que me faz sorrir não são quantas prendas eu tenho para mim, mas quantas prendas pensadas e compradas por mim. Tantos rostos para observar na altura de as abrir. Faces que se iluminam, exclamações que se escapam. Tudo isto eu vejo no chão, com restos de fita cola nos dedos e um sorriso nos lábios. Prendas...

Saturday, December 23, 2006

Baby Bee

Parabéns Marina!!
(este seria o momento em que começaria a cantar histericamente, não fosse eu estar rouca, com voz de desenho-animado e... na net...) ... anyway...
... mente em branco... BOLLOCKS! Isto sem ti é dificil de dizer! Eu quero é dar-te beijinhos e abraços e rir estupidamente e beber café e andar à tua volta a fazer coisas estúpidas, tipo um Pluto bebé!
Parabéns!!

Thursday, December 21, 2006

Schweaty Balls



O sketch de Natal do Saturday Night Live mais nojento de sempre! Nada de mal, apenas verbalmente... imaginativo! Não dá para para de rir!

Tradições natalícias

Sessão de cinema obrigatória em todos os Natais:

- Sozinho em casa
- Sozinho em casa 2
- O amor acontece
- Um porquinho chamado Babe (na noite de 24, bem embrulhada na cama)
- O Quebra-nozes (o bailado, não é aquela fantochada digital da Barbie!)

E viva o Natal!... Infelizmente não sei se vou ter tempo este ano de os ver todos, ossos do ofício!

Tuesday, December 19, 2006

Monday, December 18, 2006

Corropio natalício

Palavras minhas... minhas. Há tanto tempo que não pensava por escrito. Já tinha saudades. Não há tempo. Nunca houve muito, mas agora parece que a ampulheta ligou o turbo e o tempo passa a correr. O corropio do Natal sabe bem, é diferente, é tradicional, é alegre. Fazer a árvore de Natal, comprar prendas, fazer embrulhos, preparar a casa, fazer o almoço para a reunião familiar, lavar a baixela, comprar roupa para a passagem de ano... Organizar tempo e dinheiro. O meu e o dos outros. Cumprir com a tradição de ver os mesmos filmes de sempre... Depois infelizmente há o resto da minha vida - as sebentas, os trabalhos, os livros. Sempre ali, sempre a crescer. E o tempo não pára. A manta, o sofá e os dvds chamam-me e eu tenho ido. Não por muito mais tempo, digo a mim mesma. Estas sestas têem de acabar! Está na hora de correr o horário, picar o ponto, mostrar lucro!... Sim! Vamos acreditar que este foi apenas um fim-de-semana. Apartir da próxima manhã começam verdadeiramente as férias e o corropio do resto da minha vida.