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Tuesday, November 24, 2009

Coffeesaster


Tudo começou cerca de uma hora antes da minha aula de mestrado, quando se abateu sobre mim uma sonolência esmagadora. Resolvi então ir à máquina de café da faculdade. Coisa simples, pensava eu. Não! Depois de duas tentativas falhadas e de se me acabarem os trocos, fiquei com dois cafés curtos com açúcar, um em cada mão.


(Para quem não sabe, eu sou daquelas pessoas estranhas que se beber café com açúcar ferro a dormir, portanto a inexistência desse sabor doce era de grande importância para a questão!)


Bem, disse eu cá para mim, como isto tem açúcar não vai ter grande efeito, mais vale beber os dois. Erro crasso. Isto porque só depois de os emborcar ao mesmo tempo é que me apercebi que no fim de contas a máquina tinha erro nenhum nem estava possuida e o café afinal não tinha açúcar.


Conclusão: passei quatro horas numa sala de aula num estado frenético e eléctrico. Não conseguia manter-me concentrada mais de dois minutos sem começar a dispersar, fiz listas no caderno, desenhei bonecos e gatafunhos, olhei pela janela, comecei a bater com a caneta no caderno num tique ritmado e extremamente enervante e tinha de tapar a boca cada vez que ouvia o nome Schroedinger para esconder um sorriso estranho.


Ainda tentei diluir o efeito da cafeína bebendo água. Escusado será dizer que foi pior a emenda que o soneto; fiquei cheia de vontade de ir à casa de banho logo após a primeira meia hora e ouvir matéria que é bom foi um pouco ou nada!


Chegado ao intervalo tive a brilhante ideia de me descalçar e começar a dar voltas como nos tempos áureos da salsa. Só para libertar energia. A cara das minhas colegas a olhar para mim era uma coisa gira de se ver... Ia em direcção às escadas (só para subir e descer sem propósito nenhum... tal era o frenesim) quando fui interceptada pelo professor e lá tive de me aguentar durante mais duas horas em modo Animal (o boneco vermelho dos Marretas na imagem lá de cima).


Isto numa aula sobre Mecânica Quântica. Que até é uma coisa que eu percebo imenso *sarcasmo, sarcasmo*. Felizmente tenho uns colegas porreiros quanto à partilha de apontamentos.


E quanto ao café antes das aulas... passo a bebê-lo em casa...


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